sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Da Glândula Pineal à Sensibilidade Espiritual


Da Glândula Pineal à Sensibilidade Espiritual (II)

Iso Jorge Teixeira*

Nova análise científica e crítica das heresias científicas e distorções doutrinárias

Em todos os nossos escritos, sempre, procuramos encarar o ser humano com uma visão antropológico-existencial, com uma visão do todo do Homem, em suas dimensões orgânicas, psicológicas, socioculturais e espirituais. Felizmente, os nossos leitores estão entendendo isso. Assim, citaremos algumas correspondências enviadas e desenvolveremos um tema, para esclarecer o leitor e demonstrar a importância da integração que deve haver no pensamento de todo verdadeiro espírita...No dia 04/04/03, uma inteligente jornalista dirigiu-nos a seguinte carta eletrônica:
"Dr. Iso (Jorge Teixeira), tudo bem? Depois de um bom tempo, volto a lhe pedir ajuda, esperando que tudo esteja bem com você. Minha pergunta é simples e direta: 'o que há de tão importante na glândula pineal?' O que há nela de esotérico, de científico e de 'Kardec'?
Abraços, estou com saudades de suas respostas
ELIANA (FERRER HADDAD)
São Paulo - SP "
Respondemos à nossa leitora em artigo publicado na revista UNIVERSO ESPÍRITA (Ano I, nº 2, julho / 2003, p. 20- 23) e desenvolveremos, aqui, o que dissemos lá...

Aspectos físicos e químicos da glândula pineal

A glândula pineal, também chamada epífise do encéfalo, era pouco conhecida em suas funções e até bem pouco tempo tem sido considerada como um órgão em involução.
A glândula pineal está localizada abaixo de uma porção do corpo caloso, uma estrutura localizada, digamos, quase no centro do encéfalo (Fig. 1). É coberta por uma lâmina de tecido corióide do 3.º ventrículo cerebral e, em geral, estácalcificada, em adultos; por isso, pode ser visualizada radiograficamente (Fig. 2).
A glândula pineal pesa cerca de 140 a 200 mg; portanto, é uma glândula bem pequena e comumente calcificada, sugerindo ser verdadeira, em parte, a idéia de que é um órgão em involução, em extinção. Vejamos o que nos diz a respeito o célebre livro de eminentes fisiologistas:
"(...) Sabe-se, a partir da anatomia comparada, que a glândula pineal é um remanescente vestigial do que era um terceiro olho na parte de trás da cabeça, em animais inferiores. (...)" (GUYTON & HALL. Tratado de FISIOLOGIA MÉDICA. Edit. Guanabara Koogan S.A., Rio de Janeiro, 1997, p. 922).
Estudos recentes vêm demonstrando a "participação" da pineal no controle das atividades sexuais e de reprodução, especialmente, no que diz respeito ao aspecto dos chamados ritmos circadianos. Vejamos o texto do livro de GUYTON (op. cit., p. 922):
"(...) Em animais inferiores que têm seus filhotes em certas estações do ano e nas quais a glândula pineal foi removida ou os circuitos nervosos da glândula pineal foram seccionados, os períodos normais de fertilidade sazonal são perdidos. Para estes animais esta fertilidade sazonal é importante porque permite o nascimento de uma prole numa época do ano em que a sobrevivência é mais provável.(...)"
E os importantes fisiologistas ensinam-nos:
“O mecanismo deste efeito não está inteiramente esclarecido, mas parece ser o seguinte: Primeiro, a glândula pineal é controlada pela quantidade de luz ou pelo 'padrão temporal' da luz vista pelos olhos a cada dia. Por exemplo, nohamsterescuridão maior que de 13 h de duração, a cada dia, ativa a glândula pineal, enquanto uma quantidade menor que esta escuridão deixa de ativá-la. (...). Segundo, a glândula pineal secreta melatonina e várias outras substâncias semelhantes. Acredita-se, então, que a melatonina ou uma das outras substâncias vai, por meio do sangue ou do líquido do 3.º ventrículo,vai para a glândula hipófise anterior, para diminuir a secreção do hormônio gonadotrófico.
E concluem, então, o esclarecimento de mecanismo tão complexo:
Assim, na presença de secreção da glândula pineal, a secreção do hormônio gonadotrófico é suprimida em algumas espécies de animais, sendo as gônadas inibidas e, mesmo, parcialmente involuídas. Isto é, presumivelmente, o que ocorre nos primeiros meses do inverno, quando a escuridão é crescente. Mas, depois de quatro meses de disfunção, a secreção do hormônio gonadotrófico supera o efeito inibitório da glândula pineal e as gônadas tornam-se novamente funcionais, pronta para uma primavera de plena atividade".
Enfim, estudos mais recentes demonstram que a pineal estaria ligada aos ritmos circadianos, isto é, aos ritmos vitais,que se repetem quase matematicamente: sono/vigília; períodos de cio e de reprodução, como vimos, etc. Mas, ainda estamos longe de transportar esses achados científicos nos animais inferiores para o ser humano...

A pineal e o esoterismo

Do ponto de vista esotérico, a glândula pineal funcionaria como um "terceiro olho", isto é, como uma zona - um chacra - localizada acima e entre os olhos, zona esta que seria responsável pelas nossas intuições transcendentes,pela nossa expansão de consciência.
O "terceiro olho" nos animais inferiores era uma realidade e tinha um a razão de ser, mas no Homem é uma concepção mística, esotérica, nada tem de científica. Imagem extraída de José Antonío García Segovíano y Rafael Campos Rodríguez Internet.

O "terceiro olho" nos animais inferiores era uma realidade e tinha um a razão de ser, mas no Homem é uma concepção mística, esotérica, nada tem de científica
Imagem extraída de José Antonío García Segovíano y Rafael Campos RodríguezInternet.
Interessante notar que, desde milhares de anos, a pineal está presente na escala dos vertebrados, dizem alguns estudiosos. Sobre ela foi dito: "(...) No limite da ciência moderna é considerada fotossensitiva, paralelamente é psicosensível, pois a meditação transcendental realça suas funções. Só uma coincidência? Talvez, porém, assombrosa." (Jose Antonío García Segovíano y Rafael Campos Rodríguez . La Glándula Pineal y sus Efectos en el Sistema inmunológico. Maio/Junho-1997-Internet).
Certamente, há uma assombrosa coincidência ante a admissão, pela remota Antigüidade, da função da pineal comoterceiro olho, misticamente concebida pelos esotéricos e a existência, real, de um 3.º olho remanescente, fotossensível, nos animais inferiores; entretanto, a nossa discordância na concepção esotérica é o fato de querer-sematerializar um aspecto do Homem que é eminentemente espiritual e, em pleno século XXI, atribuir-se funções espirituais, misticamente, a uma glândula com funções ainda obscuras, mas, certamente, com caráter físico e químicoindubitáveis, isto é, nada espirituais...

A pineal e os filósofos

Acreditamos em que a glândula pineal não é a "sede da alma", como muitos confrades advogam, baseando-se em leitura ligeira de PLATÃO; porque, a concepção platônica de imortalidade da alma não tem nenhuma relação com aspectos materiais, ela é eminentemente metafísica, basta que se estude a Doutrinas das Idéias do filósofo grego...
O filósofo RENÉ DESCARTES, este sim, defendeu a tese de que na pineal estaria a sede da alma... Nos últimos dos seus trabalhos publicados durante sua vida, saiu a lume, em novembro de 1649, poucos meses antes de sua morte (cf. IVAN LINS. DESCARTES – Época, vida e Obra. Liv. São José Edit., 2 ed., Rio de Janeiro – GB, 1964, p. 340). Esta última obra foi intitulada Tratado das Paixões da Alma. Aqui e numa carta a MEYSSONIER, médico de Lyon, disse DESCARTES sobre a pineal:
“A razão que me leva a crer seja essa glândula a sede da alma é não encontrar, em todo o cérebro, nenhuma outra parte que não seja dupla [grifos nossos]. Ora, não vendo senão uma única cousa com os dois olhos, não ouvindo senão um mesmo som com os dois ouvidos, e, enfim, não tendo nunca senão um pensamento ao mesmo tempo, é absolutamente necessário que as impressões, que nos chegam através dos olhos, dos ouvidos, etc., se unam em alguma parte do corpo para serem aí consideradas pela alma.”
E o grande filósofo conclui a sua argumentação:
“Ora, não podemos encontrar nenhuma outra nestas condições, em toda a cabeça, senão a glândula pineal, que se acha, além do mais na situação mais adequada para esse fim, isto é, no meio, entre todas as concavidades, sustentada e cercada por pequenas ramificações das carótidas, que trazem os espíritos (a) ao cérebro”.
(a)- Os espíritos, na concepção de DESCARTES, eram as partes mais sutis e voláteis do sangue (cf. op. cit., p. 341).
Enfim, as idéias de RENÉ DESCARTES, apesar de arrojadas para o seu tempo, baseadas anatomicamente, demonstram que o grande sábio errou redondamente, pois sabemos hoje que a glândula pineal não é a única que não é dupla, pois também a HIPÓFISE também é ímpar,única, no centro do cérebro... A propósito, disse JULES SOURY sobre DESCARTES neste particular:
“Tal sábio pode ter errado, tanto quanto Aristóteles, no atinente à sede da alma. Fez, contudo mais, a propósito da teoria das sensações, das paixões e da inteligência, do que os mais exatos anatomistas e os fisiologistas de qualquer tempo.” (cf. op. cit., p. 340).
Portanto, prezados confrades, a tese dos filósofos citados quanto à localização da sede da alma não têm nenhuma sustentação na realidade anatômica nem fisiológica, erraram os filósofos neste particular...

A pineal e a concepção espírita

alma - Espírito encarnado - não tem localização precisa em nenhum órgão de nosso corpo [a propósito, sugerimos que se leia, com atenção, as respostas das questões 140 e 141 de O Livro dos Espíritos (OLE)] e, especificamente, a questão 146 de OLE é bem esclarecedora, na qual KARDEC pergunta:
A alma tem, no corpo, uma sede determinada e circunscrita ?
E a resposta da Espiritualidade Superior não nos deixa dúvidas:
— Não. Mas ela se situa mais particularmente na cabeça, entre os grandes gênios e todos aqueles que usam bastante o pensamento e no coração dos que sentem bastante, dedicando todas as suas ações à Humanidade.”(grifos nossos).
Conclui-se, doutrinariamente, que a alma não deve ser localizada, anatomicamente, pois neste particular não há nenhuma relação entre cabeça coração. Além disso, não devemos confundir fluidos vitais (matéria quintessenciada) com Espírito (cf. resp. à questão 146-A de OLE).
Outros confrades querem atribuir à pineal a função de "centro da mediunidade", baseados em informes mediúnicos, não-controlados pelo criterium da concordância universal dos ensinos dos Espíritos. Também esta é uma teoria que, a nosso ver, não tem nenhuma sustentação científica e filosófica... Se a mediunidade baseia-se nos "fluidos" perispirituais, e na sua combinação, por que localizá-la? E, numa glândula?! Materialmente!!
O padre QUEVEDO afirmava haver um local de captação hiperestésica de sons, estímulos visuais, etc. - que independeria de distância; tal local seria o epigástrio, ou seja, aquela região conhecida popularmente como boca do estômago. Dizia o "parapsicólogo", inconseqüentemente:
"(...) A importância do epigástrio deve ser destacada em Parapsicologia. A hiperestesia é especialmente freqüente nesta região do corpo." (QUEVEDO, OSCAR GONZÁLEZ. A Face Oculta da Mente. Ed. Loyola, 6 ed., São Paulo, 1965, p. 59).
A tese do padre QUEVEDO é literalmente indigesta e a dos confrades, relacionando mediunidade com glândula pineal, acima referida, muito se assemelha à do padre, difere somente na localização... Em nosso modo de entender, ambas são errôneas e sem nenhuma constatação científica...
As teses do Dr. SÉRGIO FELIPE DE OLIVEIRA, de São Paulo, por exemplo, não resistem a uma análise com o mínimo derigor científico... Muito citado no movimento espírita como “cientista” e “pesquisador da pineal”, suas afirmações, as mais banais, são CONTRADITÓRIAS e, por vezes, PSEUDOCIENTÍFICAS... Assim, ora ele diz que a pineal “não se calcifica” (cf. resposta numa entrevista a PAULA CALLONI DE SOUZA , do IPPB (Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas), na Internet, quando perguntado: “É verdade que a pineal se calcifica com a meia-idade? E essa calcificação prejudica a mediunidade?”
Não, a pineal não se calcifica – afirmou o Dr. SÉRGIO FELIPE -; ela forma cristais de apatita, e isso independe da idade. Estes cristais têm a ver com o perfil da função da glândula. Uma criança pode ter estes cristais na pineal em grande quantidade enquanto um adulto pode não ter nada. Percebemos, pelas pesquisas, que quando um adulto tem muito destes cristais na pineal, ele tem mais facilidade de seqüestrar o campo eletromagnético.(...)”. E ora o Dr. SÉGIO FELIPE afirma o contrário, isto é, que a pineal “se calcifica”, como aconteceu em sua entrevista na Cidade do Porto, Portugal, publicada no JORNAL DE ESPIRITISMO (órgão da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal – ADEP, ano I , n º 2, Janeiro / Fevereiro de 2004, pág. 11, quando perguntado se “A glândula pineal altera-se com a idade”? Eis a resposta do contraditório pesquisador:
“De facto, ocorre a biomineralização da glândula pineal, ela calcifica-se. (...)”.
Tal contradição é inconcebível num homem que se diz “pesquisador”!! Mas, não é só isso, seus argumentos sãopseudocientíficos; por exemplo: ele afirma que teria encontrado “cristais de apatita” na pineal em suas “pesquisas científicas”, como se tivesse descoberto a pólvora!... Ora, a APATITA é, por definição, “fosfato de CÁLCIO NATURAL, hexagonal, contendo flúor e cloro, que se encontra nas rochas eruptivas ou metamórficas e no TECIDO ÓSSEO”, basta que se consulte um bom dicionário ou uma boa Enciclopédia... Ou seja, a APATITA é componente NATURAL de QUALQUER tecido ÓSSEO, ou seja, é um sinal de CALCIFICAÇÃO. Portanto, a PINEAL CALCIFICA-SE, SIM, e isto é um indício relevante de que a glândula está em INVOLUÇÃO... Basta que se radiografe o crânio de uma pessoa para que lá encontremos a PINEAL, calcificada; ou seja, a componente APATITA na pineal é conhecida há muitos anos, não é resultado de pesquisa recente e muito menos do pesquisador Dr. SÉRGIO FELIPE DE OLIVEIRA... Não há nada de místico nos cristais de apatita, como as elucubrações contraditórias e pseudocientíficas do Dr. SÉERGIO FELIPE faz pressupor aos desavisados...
Concluindo, é nossa opinião, a glândula pineal é um órgão em involução, em extinção no Homem; pois na evolução física deste, ela vem perdendo, progressivamente, as funções que exerciam e exercem nos animais inferiores. É um órgão de pouco peso no Homem, tanto anatômica quanto fisiologicamente e isso nos parece mais ou menos claro, pois a sexualidade e reprodução do Homem atual não precisam ser controladas por um órgão; o Homem possuindo olivre-arbítrio, não necessita de cio e pode, perfeitamente, controlar a reprodução.
A Providência Divina é sábia e um órgão em extinção em vez de, aparentemente, contrariar a perfeição divina, vem confirmar que tudo se liga e se encadeia, harmoniosamente, na Natureza...
As indagações da Sra. ELIANA FERRER foram sucintas e simples, mas a nossa resposta tinha de envolver aspectos científicos complexos, numa visão pluridimensional do Homem; parece-nos que deveríamos sempre avaliar os fenômenos humanos, sob esta visão do todo.

A importância da base filosófica em nossas vidas

No dia 13/03/03 recebemos o seguinte mail: "Sr. Iso, li seu artigo "O deslumbramento das flores e a fragilidade dos homens" e fiquei verdadeiramente emocionada. Procuro estudar a doutrina e vou sempre a um Centro Espírita perto de minha casa. E quanto mais estudo mais percebo o quanto há para aprender e peço a Deus que me auxilie para que o meu aprendizado seja de alguma valia. Pretendo estudar, como o senhor, Psicologia e quem sabe possa trabalhar melhor quando entender, ainda que um pouco, tudo o que a doutrina oferece. Agradeço sua contribuição.
Viviane
O artigo a que a leitora se refere foi título de capa de O SEMEADOR (jornal da FEESP) de março/2003, publicado nas págs. 8 e 9. Em nossa resposta preliminar, dissemos: "Nós, sim, ficamos verdadeiramente emocionados com sua mensagem. A sua atitude filosófica é, também, semelhante à de SÓCRATES, que dizia, com outras palavras, que a verdadeira SABEDORIA é saber que não se sabe algumas coisas, daí a importância do ESTUDO constante e isso tentamos transmitir ao leitor e a Sra. entrou em sintonia com nosso pensamento... Mensagens como a sua são muito gratificantes e são indícios de que estamos no caminho certo". A seguir solicitamos a Cidade e Estado da leitora.
Em resposta de 16/04/03, dentre outras coisas, ela acrescentou: (...) Estou lendo um livro que se chama "Fédon -diálogo sobre a alma e morte de Sócrates" e acho muito interessante que mesmo tanto tempo antes da vinda de Cristo, Sócrates já tivesse uma idéia tão ampla sobre a imortalidade da alma e como ele passava isso aos seus discípulos. (...) gostaria de dividir essa alegria. A alegria da descoberta, do conhecimento e como sou apaixonada por leitura, gosto de dividir o que encontro por aí. A propósito, se souber de um bom livro, por favor, indique-me. Tenha um bom feriado de Páscoa. Um abraço
VIVIANE SOUZA
Cotia - SP
Dissemos à estudiosa leitora que continuasse a ler SÓCRATES e PLATÃO, pois está bem acompanhada e que a sua alegria do conhecimento sempre existe naquelas pessoas que buscam o crescimento espiritual e a Filosofia é a base de todo conhecimento verdadeiro e, em SÓCRATES, ressalta-se a necessidade do cumprimento do oráculo: "conhece-te a ti mesmo".
Depois de ler PLATÃO, ou paralelamente, seria interessante ler os 12 (doze) volumes da Revista Espírita, Jornal de estudos psicológicos, de ALLAN KARDEC (existe uma tradução da EDICEL), que é um estudo suave e variado do "laboratório" de KARDEC e da visão do Espiritismo em seu tríplice aspecto. É uma leitura simultaneamente amena e informativa e de importância fundamental para o verdadeiro espírita.
A carinhosa manifestação da leitora parece-nos demonstrar que a Ciência Espírita não pode abdicar dos princípios filosóficos verdadeiros, eternos, de ontem e de hoje e os aspectos filosóficos do Espiritismo sempre estiveram e estarão presentes em nossos artigos, daí, talvez, a sintonia da leitora...

Manter o quotidiano em perspectiva espiritual

No dia 03/04/03 recebemos uma tocante mensagem em E-mail:
Caro Iso, parabéns pelo texto escrito para O SEMEADOR .
Obrigado pela linda leitura dos ensinamentos de Jesus. São textos como estes que nos ajudam a manter nosso cotidiano em perspectiva (espiritual) não deixando que esqueçamos do que realmente somos.
Abraços,
FERNANDO SPALDING
São Paulo – SP
Caixa de texto: O Espiritismo rasga o véu da ignorância e consola o coração dos homens
O texto a que se refere o leitor é o mesmo referido pela leitora VIVIANE.
São mensagens com a delicadeza como a desses leitores, que nos deixa verdadeiramente sensibilizados, pois elas nos dão a certeza de que a visão espírita de um homem-de-Ciência, como nós, deve atingir o seu aspecto tríplice e parece-nos que estamos atingindo os nossos objetivos, que são o de esclarecer e consolar sempre que possível e, usando as palavras do confrade FERNANDO, manter o quotidiano do leitor em perspectiva espiritual, independentemente de classe social.
Certamente, não foi a glândula pineal do Sr. FERNANDO SPALDING nem das Sras. VIVIANE e ELIANA que os inspiraram a nos escrever, nem foi a nossa que viu na mensagem de ambos um aspecto transcendente. Obrigado aos três pela oportunidade que nos proporcionaram para esclarecer o leitor e tentar mantê-lo em perspectiva espiritual quotidiana à luz da Ciência Espírita, sustentada por tão grandiosa Filosofia. Como disse o Espírito VERDADE no cap. VI, item 5 "in fine", de O Evangelho segundo o Espiritismo:
"Espíritas: amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo".
O Espiritismo rasga o véu da ignorância e consola o coração dos homens.
OS COMEDORES DE BATATAS. VINCENT VAN GOGH. 1885 
Um grupo de pessoas simples em torno da mesa onde fumega um único prato de batatas; os rostos e as mãos marcados pelo trabalho e cansaço.
QUALQUER QUE SEJA A NOSSA
CLASSE SOCIAL
DEVEMOS MANTER O NOSSO QUOTIDIANO EM PERSPECTIVA ESPIRITUAL
* Dr. Iso Jorge Teixeira
Livre - Docente de Psicopatologia e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Tributo ao Prof. Zecharia Sitchin


Tributo ao Prof. Zecharia Sitchin – Entrevista Cedida por Paola Harris (trad. Exopolitics Portugal, 2010)

O Prof. Zecharia Sitchin faleceu a 9 de Outubro de 2010, contudo só esta Terça-feira, dia 26 de Outubro, a notícia foi tornada pública. A Exopolitics Portugal recebeu um comovente email de Paola Harris, perguntando-nos se desejávamos traduzir, reproduzir e publicar esta entrevista realizada por ela ao Prof. Zecharia Sitchin em 2003, como forma de lhe prestar um último tributo. Como é óbvio, acedemos de imediato.
"A minha entrevista a Zecharia Sitchin, em 2003, e outros tributos para os vossos arquivos. Tirei fotos em Bellaria, Itália, do encontro entre Sitchin e Balducci. Esta é também a minha foto dele em Connecting the Dots. Falei com ele na Califórnia, no ano passado, durante a Expo Consciousness life. E ele estava tão ‘frágil’, então." Paola Harris


Para o Livro: Connecting the Dots: Making Sense of the UFO Phenomena (Ligando os Pontos: Dando Sentido aos Fenómenos OVNI) - Por Paola Leopizzi Harris

O Velho Guardião: Zecharia Sitchin

www.sitchin.com

Estudiosos têm viajado o mundo inteiro olhando artefactos históricos e documentos como prova de que, possivelmente, a humanidade poderia ter sido semeada por raças alienígenas. Um dos defensores mais poderosos desta teoria é o escritor prolífico, investigador e historiador Zecharia Sitchin, e o seu depoimento é bastante convincente.

“O mesmo se aplica aos planetas, o que eles consideravam como entidades vivas, e todo o sistema solar, e as estrelas: Não há um destino pré-determinado, mas dentro dele um destino mutável. Nós somos parte dele. Nós não estamos sozinhos no nosso próprio sistema solar, e não estamos sozinhos no universo”.

A entrevista que se segue ocorreu a 5 de Maio de 2003, época em que muitas pessoas tinham dúvidas sobre o roubo do Museu Nacional do Iraque e o possível retorno do planeta Nibiru. Em Crónicas da Terra, Sitchin conta, baseado nas suas interpretações das antigas placas de argila Sumérias, a história da humanidade, as nossas origens, como fomos criados, e os detalhes do plano global. A história da Terra tem origem nas histórias de deuses que interagem com seres humanos, e as histórias mais divinas são semelhantes através de continentes e culturas. Nós conhecê-mo-las pelo nome de mitologia.
Sitchin investigou estes conceitos durante 30 anos, viajando pelo mundo e examinando milhares de artefactos, obras de arte e locais arqueológicos, para chegar às seguintes conclusões: (A). Os Sumérios escreveram a história da humanidade em tabletes de argila com 6.000 anos, no que é hoje o actual Irão e onde, em eras passadas, uma sofisticada e avançada civilização organizada floresceu, na Mesopotâmia (B). Eles sabiam que o Sol era o centro do sistema solar e sabiam da existência de planetas que acabámos por descobrir apenas nos últimos 150 anos, incluindo Plutão, descoberto em 1930 (C). A chave deste mistério reside num planeta que orbitou outrora entre Marte e Júpiter, mas que não existe hoje em dia. No seu lugar fica o cinturão de asteróides. Os Sumérios chamavam a esse planeta Nibiru, e ele é representado nos escritos e arte antigos. Nibiru tem uma órbita retrógrada ao redor do Sol. Este "planeta invasor" tem uma órbita elíptica de 3.600 anos em torno do nosso Sol, e pode em breve estar de regresso na nossa direção. Sitchin diz que levou 30 anos de pesquisa para descobrir isso, mas teve de fazer uma pausa de cinco anos, até que encontrou uma resposta para a criação da própria humanidade. Ele encontrou-a no épico mesopotâmico da criação chamado Enuma Elish, que foi escrito em sete tábuas de argila. Seis tábuas têm dizeres sobre a criação do sistema solar e planetas, e a sétima glorifica o Criador, tal como o Génesis, na Bíblia (a criação da semana de sete dias). De acordo com esses textos antigos, a humanidade foi geneticamente criada pelos Anunnaki (que significa "Aqueles que do Céu para a Terra vieram"). Cinquenta deles teriam caído na zona do Golfo Pérsico (há 432 mil anos atrás) e criado através de engenharia genética uma raça que pudesse explorar ouro para eles, nas minas do sudeste de África. Eles precisavam de ouro para um escudo protetor sobre o seu planeta. Para criar os seres humanos, tiveram de fazer manipulação genética profunda, numa espécie de hominídeo já existente. Deixaram para trás símbolos encontrados nas culturas antigas, como o disco alado, e uma prova da destruição nuclear. O Controle de Missão para os voos das suas naves foi localizado onde hoje é Israel, uma área tão importante então como agora. (Veja-se Ligando os Pontos, capítulo "O Estado do Mundo", página 237, que reitera o papel fundamental que Israel ainda desempenha no mundo atual.)
Paola Harris (PH): Qual é o significado da destruição de milhares de artefactos do Museu Nacional de Bagdad? Destruirá o legado deixado pelos primeiros habitantes do Crescente Fértil, incluindo os Anunnaki?


Zecharia Sitchin (ZS): Embora o tema do destino dos objetos arqueológicos no Museu deva ser motivo de preocupação para todos os interessados na preservação da cultura, arte e história, a questão é, evidentemente, de especial interesse para mim e para os  leitores em todo o mundo, porque os meus escritos, começando com o 12 º Planeta, são profundamente baseados na evidência arqueológica encontrada na antiga Mesopotâmia, começando pela civilização Suméria, continuando com a Acadiana, Babilónica e Assíria, e englobando as outras civilizações vizinhas que se seguiram. O Museu Nacional do Iraque em Bagdad era um grande depósito de tais artefactos mas, felizmente, não o único. Nos primeiros dias da arqueologia moderna, a maioria dos artefactos descobertos eram levados para os museus de países dos arqueólogos (Londres, Paris, Berlim, Milão, etc) e, mais tarde, divididos entre eles e os museus locais. Ou seja, a perda não é total. Em segundo lugar, é agora claro que, dos 170 mil itens registados no Museu de Bagdad, apenas 29 (sim, 29) artefactos importantes estavam em falta (alguns já foram devolvidos) e estes, naturalmente, foram estudados, fotografados, etc, sendo bem conhecidos dos estudiosos (ou até mesmo dos leitores do meu livro). Embora a perda não seja tão maciça como relatado inicialmente, os saques que ocorreram, a destruição de vitrines prejudicando o seu conteúdo e a quebra de monumentos maiores, que não pôde ser evitada, representou nada menos do que pura barbárie, um tipo de comportamento imperdoável. Assim sendo, o legado que essas colecções de vários museus representam não foi e não pode ser destruído, ele vive noutros museus e, claro, nos livros sobre o assunto (como o meu), em vídeos, etc.
PH: Poderia haver uma ligação secreta entre esta guerra e a da antiguidade?


ZS: Passando da questão dos artefactos para a questão da localização geográfica do conflito, são na realidade levantados outros dois assuntos muito importantes. O primeiro é o do solo sagrado ou o sagrado, o outro é o da profecia. Se você viajar nas terras da Bíblia, percebe que uma mesquita foi construída exactamente onde uma igreja Bizantina tinha estado, que essa foi construída onde havia uma sinagoga, e aquela, também, foi erguida exactamente ali porque aquele lugar era referenciado, até mesmo em épocas anteriores. Nos milhares de anos da civilização mesopotâmica (desde o início da Suméria, por volta de 4000 AC, até à conquista de Alexandre e aos governantes Selêucidas, nos últimos séculos AC), há inscrições reais que afirmam repetidamente que era costume e direito dos reis reconstruir templos exactamente onde anteriores templos haviam estado localizados, ou simplesmente parar a sua construção. Conquistador após conquistador da Antiguidade adere a esta tradição (mas não os Britânicos após a I Guerra Mundial, nem os Americanos neste momento), como uma compulsão para construir casas de adoração em sítios antigos. Aqui reside o interesse numa das profecias. Apesar de Bagdad ser uma cidade relativamente nova e não uma continuação da Babilónia, nem tendo em conta onde foi construída, há profecias bíblicas sobre a queda de Babilónia, como fazendo parte dum plano divino. A questão é: se tais profecias fizeram parte de uma época, ou seja, apenas específicas para a Babilónia (como exemplo) no século 6 AC, ou se essas profecias são eternas, aplicáveis de novo quando as circunstâncias e a Roda do Tempo as fizerem aplicar. Acredito mais na segunda hipótese. Tenho repetidamente afirmado que "O passado é o futuro", porque os Anunnaki, o povo, e as civilizações que ele legou à humanidade estão sujeitos a um grande ciclo histórico.
PH: Nas suas obras, refere acreditar que uma explosão nuclear destruiu os Sumérios. Que tipo de armas acha que eles utilizaram?
ZS: O uso de armas nucleares em 2024 AC tem, antes de mais, um significado, pois diz respeito à questão mais geral e incómoda: Por que é que há guerras na Terra?
No meu livro, As Guerras dos Deuses e Homens, eu levantei a questão: O homem já nasceu guerreiro, ou alguém nos ensinou a fazer a guerra? A resposta é esta: Antes das guerras do homem, houve as guerras dos deuses. Foi durante o conflito entre Hórus e Seth, de acordo com os inequívocos textos egípcios, que foram dadas armas aos seres humanos e eles se juntaram (ao lado de Hórus, naquela época). E assim foi que, no conflito entre os dois clãs dos Anunnaki, as armas nucleares foram usadas para limpar o "porto-espacial" no Sinai (um evento que se reflecte no conto bíblico de Sodoma e Gomorra). Antes disso, houve uma guerra internacional relacionada com o "porto-espacial" (a chamada "Guerra dos Reis", no Génesis, capítulo 14). A nuvem da explosão nuclear na Península do Sinai foi levada pelos ventos para o leste da Mesopotâmia e numerosos "Textos da Lamentação" descrevem como o Vento Maligno, a nuvem nuclear, matou toda a vida na Suméria. Ou seja, não terá havido uma explosão na Suméria. As cidades, os edifícios permaneceram intactos, pessoas, animais, plantas morreram. É interessante a este respeito lembrar que, tal como aconteceu, o vento carregou a nuvem venenosa de forma que a Suméria foi afectada, mas não a Babilónia, para norte. Assim, já na Antiguidade ponderou-se: Seria um presságio divino, a mão do destino? Mesmo os Anunnaki da oposição a Marduk, o instigador da guerra, consideraram isso como manifestação do destino e aceitaram a supremacia de Marduk. Quanto ao tipo de armas nucleares, foram utilizadas armas que os textos não especificam.
PH: O que é que o Prof. acha que sucedeu aos sobreviventes do conflito?
ZS: Os "Textos da Lamentação" Sumérios indicam que os "deuses" se aperceberam, assim que a explosão teve lugar, de que uma calamidade engoliria a Suméria, a centenas de milhas de distância. Por isso os textos descrevem uma partida apressada dos deuses e os seus avisos aos seguidores para escaparem também: Para não tentarem esconder-se, porque não havia esconderijo possível da nuvem, mas para fugirem, para norte e mais para leste. O resultado foi a primeira Diáspora registada. Os remanescentes – guiados pelos seus deuses – encontraram o caminho, a seu tempo, para os lugares que chamaram de Irão e Índia (daí os mesmos contos dos deuses nos textos em Sânscrito), para o Extremo Oriente (daí os escritos Chineses, Coreanos, Japoneses, que são baseados no cuneiforme Sumério), para a Europa de Leste (as terras do deus cujo símbolo era a águia de duas cabeças), ao longo do Danúbio (daí as lendas e língua Húngaras), etc.
PH: Se os Anunnaki colonizaram este planeta por inteiro, que outros rastos existem disso?
ZS: Há traços por toda a parte! Além das terras e povos que acabei de mencionar, existiam as Américas mais distantes. No meu livro The Lost Realms, dedicado às Américas, eu mostro ligações – a prova, a evidência. Você encontra os mesmos deuses, mesmo se designados por dialectos locais (por exemplo, o Ningishzida Sumério = ao Thoth Egípcio = ao Quetzalcoatl Mesoamericano); as mesmas lendas da Criação; o mesmo reconhecimento astronómico dos equinócios e solstícios como guias para a orientação dos templos, etc.
PH: Qual é sua opinião sobre o regresso de Nibiru? Muitas pessoas estão temerosas em relação a isto. Que consequências terá esse retorno sobre o nosso planeta?
ZS: Nibiru, que é o planeta de origem dos Anunnaki segundo os Sumérios, tem uma grande órbita elíptica que dura (por definição) um ano para os seus habitantes, mas 3.600 anos Terrestres, tal como contados por nós, terráqueos. Têm-me perguntado muitas vezes quando é que Nibiru voltará a estar na nossa vizinhança (passando entre Marte e Júpiter), e se eu não dou uma resposta, a questão muda para "Quando é que foi a última vez", então a partir daí as pessoas só têm que adicionar 3600 anos. Eu tenho dado o meu melhor em palestras, no meu website, etc, para salientar que 3.600 (um Shar em Sumério) é um número matemático, não um número orbital preciso, porque as órbitas mudam com cada passagem. Nós sabemos isso em relação com o cometa Halley. Sabemos isso a partir da configuração dinâmica da órbita Terrestre. Além disso, a forma como Nibiru afecta a Terra também não é a mesma de cada vez. Se outros planetas estão entre ele e a Terra também depende de cada passagem. Encontra-se a Terra directamente exposta aos seus efeitos gravitacionais, magnéticos e outros? Uma vez, nós sabemos, foi causador do Dilúvio, mas nunca mais depois disso (há cerca de 13.000 anos atrás). Para ser mais específico, eu anunciei claramente, pela primeira vez, em palestras, entrevistas e no meu website que a afirmação por parte de outras pessoas de que Nibiru passaria perto da Terra em 2003 estava errada. Uma vez que Abril de 2003, a data prevista, veio e passou entretanto, toda a gente agora sabe isso.
PH: Quando é que Nibiru será visível, segundo as suas estimativas?
ZS: Nibiru encontra-se, sem dúvida, no seu caminho de regresso do seu ponto mais distante (afélio). O investigador principal para aquele que os astrónomos designam de "Planeta X", o Dr. Robert Harrington do Observatório Naval dos EUA, concordou comigo sobre onde ele se encontrava mais provavelmente, há alguns anos atrás (o seu esboço ou mapa do céu aparece no meu livro Genesis Revisited). Nesse livro eu também forneço evidência da sua descoberta pelo IRAS (Infra-Red Astronomical Station), um satélite lançado pela NASA, que por duas vezes identificou o planeta em 1983, por infra-vermelhos (isto é, por emissão de calor, não por reflexão de luz). Portanto, aqueles que precisam de saber, sabem-no pelo menos desde 1983. A NASA está prestes a lançar um novo e mais sofisticado telescópio espacial de infra-vermelhos. Quando será Nibiru visível a partir da Terra, com telescópios regulares? Eu não posso dizer, porque eu não estou no campo de especialização dos telescópios. Deixe-me tornar claro, contudo, aquilo que declarei nas minhas palestras, uma e outra vez: O regresso dos Anunnaki e o retorno do planeta não coincidem e não podem coincidir, por motivos de viagem espacial e trajetórias. Assim, portanto, acredito que o retorno profetizado ou a segunda vinda é agora aplicável aos Anunnaki, mesmo que não o seja ao seu planeta.
PH: Vê alguma evidência adicional de que Marte é um posto avançado duma raça alienígena, que poderá ser também os Anunnaki?
ZS: De facto, a evidência vinda de Marte é uma razão pela qual estou tão confiante acerca da declaração que acabei de fazer. Não há dúvida, a partir de fotografias da própria NASA tiradas nos anos ‘70, de que há estruturas artificiais em Marte (além da "Face") – incluo tais fotos em Genesis Revisited. Os peritos admitem agora, contrariamente às alegações anteriores de que Marte é um planeta morto, sem ar, sem água e inabitável, que ele tinha e ainda tem muita água, que tinha até mesmo mares e lagos, que tinha uma atmosfera, etc. Portanto, a asserção Suméria de que Marte serviu como estação-ponto de paragem no caminho de Nibiru até à Terra – o que, quando escrevi O 12 º Planeta em 1976, foi considerado por outros como impossível – , é agora admitido como muito possível. A peça crucial da prova é o que chamei em Genesis Revisited de "O Incidente Phobos", quando em 1989 uma nave espacial Soviética fotografou, pela primeira vez, a sombra dum objeto elíptico em Marte e, depois, foi destruída por um míssil disparado a partir de Phobos, uma pequena lua (possivelmente um satélite artificial) de Marte. Escrevi, então, que embora pudessem não ser os Anunnaki, eles próprios, que estavam de volta, seriam os seus "emissários" – seres robóticos artificiais. Isto foi desenvolvido no meu documentário de TV "Are we alone?", no qual os oficiais espaciais Soviéticos foram bastante francos.
PH: Quais são as descobertas mais recentes que o Prof. fez?
ZS: Eu tenho feito questão de frisar que os diversos artefactos, tábuas de argila, etc, que eu utilizo como prova, não foram descobertos por mim. Eles são o resultado de descobertas arqueológicas por outros ao longo dum século e meio, o trabalho de estudiosos, tradutores, epígrafos, académicos bíblicos, etc. A principal "descoberta" feita por mim é a crença de que, enquanto os outros se referem a tudo isso como "mitologia", eu digo: Não, isto são registos e lembranças do que realmente aconteceu. É por isso que o título geral para a minha série de 7 livros é “The Earth Chronicles”. Se "descoberta" é entendida dessa maneira, a minha descoberta recente tem sido esta: Que cada ano, cada mês, às vezes cada dia, à medida que a nossa ciência avança – no espaço, astronomia, geologia, biologia, genética, etc – eu "descubro" mais e mais corroboração para aquilo que (segundo eu entendo) os povos antigos sabiam. Mais do que nunca, o subtítulo de Genesis Revisited: "Está a ciência moderna apenas alcançando/colocando-se a par do conhecimento antigo?" torna-se mais e mais verdadeiro.
PH: Qual é a mensagem geral de “The Earth Chronicles “ (“As Crónicas da Terra”)?
ZS: A mensagem é: Nós não estamos sozinhos. O DNA na Terra, que é a base de toda a vida dos micróbios aos seres humanos, é o mesmo que em Nibiru, o mesmo que em qualquer outro lugar do universo. Geneticamente, somos semelhantes aos Anunnaki de Nibiru, porque, como a Bíblia o resumiu, nós fomos feitos por eles à sua imagem e semelhança. As nossas civilizações são similares à que eles tinham, porque foram eles que nos deram a civilização. As nossas guerras, para considerar os últimos eventos, são semelhantes às guerras deles – tanto guerras pela Terra como guerras precedentes por Nibiru. Ou seja, nós, em muitos aspectos, somos eles. E uma vez que eu acredito nas profecias Bíblicas e penso que elas são universalmente válidas, não tenho dúvida de que faremos um dia o que os Anunnaki fizeram: Vamos para outro planeta, supostamente por uma necessidade ou razão egoísta, e acabaremos por lá fazer o que eles fizeram aqui – levar a vida a evoluir de forma semelhante à nossa, criar a civilização lá, repetir o ciclo, porque tudo faz parte de um grande projeto. Os Sumérios distinguiam entre Fate (nam, tar) e Destiny (nam). Destiny era predeterminado, fixo, imutável. ‘Aquele homem é mortal’ era Destiny; como o homem conduzia a sua vida entre o nascimento e a morte, como ele iria morrer, era “Faith” – um "destino" que podia ser mudado ou dobrado pelo comportamento do homem, a livre vontade, as circunstâncias, etc. O mesmo se aplicava aos planetas, que eles consideravam como entidades vivas, e a todo o sistema solar, e às estrelas: Há um destino pré-determinado, mas dentro dele um destino mutável. Nós somos parte disso. Nós não estamos sozinhos no nosso próprio sistema solar, e não estamos sozinhos no universo.
In Memoriam
Zecharia Sitchin, Autor, The Earth Chronicles ("Crónicas da Terra")
11 de Julho de 1920 – 09 de Outubro de 2010
O Prof. Sitchin produziu a série de 7 livros, The Earth Chronicles (que inclui os títulos The 12th Planet, The Stairway to Heaven, The Wars of Gods and Men, The Lost Realms, When Time Began, The Cosmic Code, e The End of Days), entre 1976 e 2007, sobre a relação entre os "deuses" Annunaki não-humanos da Mesopotâmia e a criação geneticamente manipulada e evolução do Homo sapiens. Ele produziu ainda seis volumes auxiliares e o seu último livro intitula-se There Were Giants Upon Earth.
Original de Paola Harris, traduzido para Português por Alex (alex@exopoliticsportugal.com) e Carlos (webmaster@exopoliticsportugal.com).